Fauna de Urubici: pumas, lobos-guarás e as aves raras da Serra Catarinense
A fauna de Urubici é tão rica quanto a paisagem: onças-pardas nos campos de altitude, papagaios-charros que já quase desapareceram, gaviões-reais sobrevoando os penhasco — a Serra Catarinense é um dos poucos lugares do Brasil onde a vida selvagem ainda persiste em equilíbrio.
Mamíferos da Serra Catarinense
- Puma (onça-parda): Presente nos campos de altitude — raramente avistada, mas ativa
- Lobo-guará: O maior canídeo sul-americano, com pernas longas adaptadas aos campos
- Anta: O maior mamífero terrestre do Brasil, às vezes avistada em áreas úmidas
- Graxaim-do-campo: Pequeno canídeo frequente nas bordas da mata
- Lontra: No Rio Canoas e afluentes — indicador de qualidade da água
Aves: o tesouro alado de Urubici
A Serra Catarinense é um dos hotspots de birdwatching do Brasil, com mais de 300 espécies catalogadas. Algumas são endêmicas do bioma ou encontradas apenas em altitude. O papagaio-charão (Amazona pretrei), que migra para a região na temporada do pinhão, é a espécie mais esperada pelos observadores.
Répteis e anfíbios
A herpetofauna da Serra Catarinense inclui espécies raras: a jararaca-serrana, a cobra-cipó-de-altitude e anfíbios endêmicos dos campos altos. Não são comumente avistados, mas a presença deles indica a saúde do ecossistema.
Como avistar a fauna de Urubici
- Trilhas ao amanhecer — o período de maior atividade animal
- Amanhecer em mirantes — mamíferos costumam transitar nos campos ao nascer do sol
- Guias de ecoturismo — conhecem os pontos e comportamentos das espécies locais
- Silêncio — animais se afastam de turistas barulhentos
Perguntas frequentes
Tem onça em Urubici?
O puma (onça-parda) está presente na Serra Catarinense. Raramente é avistado por turistas, mas há registros fotográficos de câmeras-armadilha na região. Não há risco para visitantes em trilhas diurnas.
Urubici é bom para birdwatching?
Sim, muito. A Serra Catarinense tem mais de 300 espécies catalogadas e algumas raras — como o papagaio-charão — que atraem observadores de todo o Brasil e do exterior. Junho e julho são os meses do pinhão, quando as espécies migrantes estão presentes.
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