A alma por tras de cada detalhe
Nossa Historia
Nos nunca planejamos abrir uma hospedagem.
O que nos planejamos — se e que se pode chamar de plano algo que nasce mais do coracao do que da cabeca — foi ter um lugar nosso na serra. Um pedaco de terra onde a familia pudesse se reunir, onde as criancas corressem livres, onde o tempo andasse no ritmo certo: o ritmo das estacoes, do fogo, do por do sol.
Urubici nos chamou pelo frio. Ficamos pela beleza. Criamos raizes pela teimosia.
Quando chegamos a propriedade, era terra bruta. Mata, pedra, morro. Nao havia estrada direito, nao havia agua encanada, nao havia nada do que voce ve hoje. Havia a terra e havia nos.
Entao comecamos. Rocamos. Limpamos. Aprendemos. Erramos. Cada arvore que derrubamos para abrir espaco nos ensinou algo sobre a madeira. Cada temporada de frio nos ensinou algo sobre abrigo. Cada por do sol visto do alto do morro nos mostrou que estavamos no lugar certo.
A primeira construcao foi modesta. Quatro paredes, um telhado, um fogao. Mas era nossa, feita pelas nossas maos, com a madeira da nossa terra. E foi ali, naquela simplicidade, que entendemos o que queriamos: nao um hotel, nao uma pousada com recepcionista e amenities. Um lugar onde as pessoas sentissem o que nos sentiamos — que cada tabua tinha historia, que cada canto tinha intencao, que nada ali era de catalogo.
A Casa de Campo veio primeiro. Tres quartos, sala com fogao a lenha, assoalho de madeira que range do jeito certo, deck com uma vista que faz qualquer conversa ficar melhor. Pensamos em familias como a nossa — criancas precisam de espaco, adultos precisam de sossego, todo mundo precisa de um por do sol.
Depois veio o Chale. Menor, mais intimo. Um quarto, um deck generoso de quinze metros quadrados virado para os morros. Pensamos em casais que querem o que a cidade nao da: silencio, vista, tempo junto sem distracao.
Tudo — cada viga, cada parede, cada detalhe — foi feito por nos. Nao por ideologia, nao por marketing. Porque era assim que sabiamos fazer. E porque descobrimos que quando voce constroi algo com as proprias maos, voce coloca nesse lugar uma coisa que nenhum empreiteiro consegue entregar: cuidado de quem vai receber os outros na propria casa.
O nome Joani e a nossa forma de dizer obrigado.
Raquel Prochnow — mae, avo, matriarca — e a alma de tudo isso. Joani era como a conheciamos no intimo da familia. Era ela quem sabia que hospitalidade nao se aprende em curso: se aprende pondo a chaleira no fogo quando escuta o portao, pondo um prato a mais na mesa por via das duvidas, fazendo o quarto do hospede com o mesmo capricho do quarto do filho.
O Sitio Joani existe porque a Raquel nos ensinou que receber bem e uma forma de amor. E nos construimos este lugar — tabua por tabua, com as maos cheias de serragem e o coracao cheio de proposito — para honrar esse ensinamento.
Quando voce chega aqui e sente que e diferente, que nao parece com outros lugares, que tem alguma coisa que voce nao consegue nomear mas que faz voce respirar mais fundo — e isso. E o cuidado de quem fez cada centimetro pensando em quem viria depois.
Seja bem-vindo. A Joani esta em cada detalhe.
— Familia Kovalski Prochnow